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ESTRELAS SISTEMÁTICAS

"Lua alta, estrelas sistemáticas
Silêncio noturno, gatos no muro
Palavras desesperadas encontram abrigo
Lembranças expostas
Reflexo da alma no espelho quebrado
Lá estão o passado e o medo
Palavras desesperadas preenchem a folha branca
Abrigam-se em linhas tortas
Há dúvida, há ansiedade, há lágrimas
E elas estão lá, estrelas sistemáticas testemunham um encontro de vidas distantes
Vidas distantes como as estrelas sistemáticas
Linhas tortas abrigam os sentimentos ocultos
Sentimentos ocultos despertam lembranças longinquas
Lembranças longinquas são apenas lembranças que não causam mais dor
Sentimentos ocultos dispersos, confusos, gritam socorro
Vidas distantes juntas por sentimentos e lembranças
Vidas distantes juntas no silêncio noturno
O espelho quebrado fere a pele, atinge a alma
A mão estendida em direção aos sentimentos ocultos
Esperança de purificação, esperança de salvação no silêncio noturno
Gatos no muro, lua alta, estrelas sistemáticas
Conjunto da vida externa testemunhando o sublime momento de paz
A mão estendida em direção aos sentimentos ocultos trazem o bálsamo
No espelho quebrado o passado e o medo perplexos
Passado e medo desaparecem no espaço quando os cacos do espelho vão ao chão
Sentimentos ocultos, como estrelas sistemáticas, correm ao raiar do sol
Linhas tortas extinguem-se no acalento da mão estendida
Fecho os olhos e ao acordar é um novo dia."

 Anália, 24/11/09 (01:47)



Escrito por Ana F. às 08:46:15
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RESPIRAÇÃO... LIVRO SOBRE O VENTRE

Não havia como resistir mais, a dor no peito era incontrolável. A ansiedade estava acabando com ela. Os copos de leite durante a noite já não eram suficientes para acalmar o estômago que parecia estar em chamas.
- Amarelo, não tem jeito, preciso ir mesmo! A consulta é amanhã às 15:00!
Margot chegou ao consultório.
- Boa tarde! Tenho uma consulta com o Dr. XY!
- Um momento por favor... seu nome?
- Margot...
- Ok! (de maneira abrupta a recepcionista interrompeu a fala de Margot e a alertou!) ... o Dr. XY vai atrasar um pouco, teve um imprevisto no hospital...
- Quanto tempo de atraso?
- Não sei ao certo. Podem ser cinco minutos, cinquenta minutos ou talvez cinco horas...
- O que? Só pode estar de brincadeira não é mesmo!?!
- Perdão... não estou! Quer remarcar a consulta?
- Não posso ficar aqui cinco horas esperando... qual a data mais próxima??
Ao sair do consultório sem resolver a dor no peito, Margot decidiu ir à uma sorveteria. Comprou o sorvete e seguiu a calçada que findava numa praça!
Olhou ao redor, as pessoas no vai-e-vem não notaram sua presença. Ela não queria ser notada. Continuou a saborear o sorvete até que um susto inesperado fez com que derramesse um pouco de sorvete na roupa. Uma pomba fugira de um gato que estava a preparar o ataque perfeito!
- Ótimo!!! O que mais poderia acontecer hoje???
- O que quer que aconteça?
Margot olhou para o lado, um rapaz estava sentado no banco ao lado. Concentrada nos pensamentos não percebeu a chegada dele.
- Sinceramente, não sei ainda... (respondeu de maneira inesperada)... aliás, quero que essa dor no meu peito passe. E você o que quer que aconteça hoje?
- Que aconteça algo bom! Que dor é essa?
- Acho que é ansiedade. Muitas coisas acontecendo... ei, não deveria conversar com estranhos!
- É o que sempre digo ao meu cachorro, o Lambão!
- Você tem um cachorro?
- Tenho sim! Olha ela lá! (o rapaz apontou à direção do cão)... como eu dizia, eu falo para ele "Lambão você pode sair, conhecer outras cachorras, mas nada de conversar com estranhos!" (o rapaz continuou sério, olhando para o cachorro brincando na grama)
Margot soltou uma risada e disse:
- Agora você quase me fez derramar todo o sorvete! Imagina se o seu cachorro conversasse com estranhos!
- Por isso, vai que ele converse, posso ficar sem ele! Já pensou se o sequestram???
- Qual seu nome?
- Lucas e o seu?
- Margot!
Estenderam as mãos em direção um ao outro.
- Então, Margot, o que a traz à esta praça, a esta hora do dia? Ou melhor da tarde!
- Fui ao médico, ele não pôde comparecer, remarquei a consulta, saí e decidi pensar um pouco, tomando sorvete! Sentei aqui, uma pomba vôou, eu assustei e derramei sorvete na roupa... meu peito dói, acho que é por causa da ansiedade... não percebi você chegar... e agora estamos conversando. E você, o que faz aqui?
- Estou dando uma volta... trouxe o Lambão para passear, ele parecia triste... e eu também precisava pensar um pouco. Perdi um amigo... ele faleceu ontem... não pensei muito sobre isso ainda.
- Sinto muito!
- Obrigado!
- A morte é a única certeza que temos ... e pode estar ou não sob nosso controle... Isso quando se deseja antecipá-la.
- Sim! É uma certeza, mas não diga isso!
- Não dizer o que? Que está sob nosso controle?
- Você não sabe o que diz!
- Eu sei... mas, isso não vem ao caso agora.
- O que a faz pensar que sabe?
- Desculpe. Não quero falar sobre isso! Também tenho um cachorro, o nome dele é Amarelo!
- Fugir é uma saída... ótimo! Continue assim! Mas, se me permite, digo que está errada. Não é fugindo que as coisas se resolverão. Precisa ter fé!
- Minha fé em Deus está abalada...
- Eu não disse ter fé em Deus, não adianta ter fé em Deus se você não tem fé em si mesma! Precisa acreditar em você, ter fé em você. Vai perceber como as coisas em você e à sua volta podem mudar.
- Talvez seja isso, falta de fé! Uma palavra tão pequena para um significado enorme!
- LAMBÃO!! Tenho que ir!
- O que vai fazer ?
O rapaz olhou nos olhos de Margot.
- Perdão! Foi o impulso. Sou bastante curiosa...
- Não tem problema... vou voltar para casa, deixar meu cachorro, tomar um banho e sair para encontrar minha namorada, vamos jantar juntos!
- Ah! Então é comprometido!
- Sim! Você não é?
- Digamos que eu gostaria de ser, mas não permito que isto aconteça.
- Não permite por que não tem fé! Bom... preciso ir! Vamos Lambão!
- Ok... seu cachorro é muito bonito...
- Obrigado!
- Até qualquer outro dia, em uma praça qualquer!
- Antes que eu me esqueça, você disse que está com dor no peito e que pode ser ansiedade... há uma técnica que é muito válida... quando estiver sentindo isso, procure um lugar calmo, aconhegante e fresco, deite-se com a barriga para cima e coloque um livro sobre o vento, inspire e expire suavemente. Faça isso mexendo apenas o diafragma. Vai ajudá-la! O livro vai lhe auxiliar. Ajuda também na concentração, ok!?
- Ok! Vou tentar...
- Dê o primeiro passo, tenha fé, acredite, você conseguirá! Até mais!
Lucas e Lambão saíram. Margot continuou lá por alguns minutos e foi para casa.
- Ter fé! Acreditar! Vamos lá! O que é que custa?
Margot deitou sobre o tapete da sala, Amarelo estava deitado sobre a almofada vermelha e a observava com um ar de curiosidade.
- Não me olhe assim Amarelo, me ajuda a ter fé!!! Vamos! Fé! Precisamos de fé! Muita fé! Agora quieto, preciso me concentrar!
Margot colocou o livro sobre o ventre, fechou os olhos, esticou as pernas, os pés formavam um ângulo de 90º com o tapete sobre o chão. Tentou limpar os pensamentos, mas a pomba, o sorvete, a ausência do médico, o Lambão correndo na grama, o som da voz de Lucas perguntando o que ela queria que acontecesse, o dia anterior... os pensamentos gritavam na mente como gritam crianças correndo no pátio da escola no horário do intervalo da aulas.
- Ter fé! Só um pouquinho de fé!! Vamos, concentre-se! Você é capaz!
 Passou então a perceber a respiração, estava agitada.  Era o primeiro desafio, acalmar a mente, para acalmar o corpo! As gargalhadas interrompiam o momento. Ela não acreditava estar fazendo aquilo. Por algumas horas Margot ficou sobre o tapete. Adormeceu. Ao acordar tinha perdido a noção do tempo. Amarelo também adormecera. Estava com a barriga para cima. Margot o olhou e começou a rir!
- Até você! Da próxima faremos isso juntos!



Escrito por Ana F. às 20:25:31
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O ENCONTRO DE MARGOT

Margot estava chateada com o trabalho. Aquela discussão na sala de reuniões tinha abalado sua auto-estima. Chegou em casa, brincou um pouco com Amarelo e foi para o quarto. Deitou na cama, como sempre fazia quando queria oxigenar mais rapidamente o cérebro, de cabeça para baixo e ficou imaginando como seria naquele momento se não tivesse deixado Tony partir. Decidiu tomar banho e sair para beber. Na secretária eletrônica, cinco mensagens. Não quis ouvi-las. Tomou banho, perfumou o corpo, vestiu-se casualmente, jeans e blusa branca. Calçou o tênis da sorte, maquiou levemente o rosto para desfazer o ar de chateação, pegou o casaco e a bolsa, despediu-se de Amarelo e saiu! Perguntou ao porteiro se conhecia algum lugar novo nas proximidades. Ele não tinha certeza do local, mas a informou mesmo assim, dando-lhe as características do local. Então ela saiu à procura do barcafé. Algumas quadras depois e lá estava ela no S.S.A. Não era um partido político, não era uma sigla de um sindicato, era apenas as iniciais de um bar para solteiros (Solteiros Solitários Anônimos). Deprimente? Não! Estava mais para SARCÁSTICO! Receosa de estar aí, hesitou em entrar, mas ao olhar para trás e ver a rua escura não pensou duas vezes: "O que tenho a perder?"... entrou de cabeça erguida. O ambiente era curiosamente acolhedor. Uma música instrumental que não conseguia associar a qualquer outra música que já tivesse ouvido, nas paredes muitos quadros com desenhos e alguns discos de vinil e cds faziam a decoração do lugar algo peculiar a tudo o que já tinha visto em termos de decoração de bares. Olhou em volta e as mesas formavam um círculo de modo que todos podiam ver uns aos outros. Acompanhou a escada que dava para o segundo piso, subiu! Viu uma porta com os dizeres "Entre somente se estiver só!" Para sua surpresa, várias estantes com livros diversos, o local era bem iluminado e as poltronas estavam espalhadas entre as estantes. Não tinham muitas pessoas ali e o silêncio era profundo. Margot circulou entre as estantes e saiu da sala, voltando ao bar. Foi direto ao balcão e pediu GimTônica duplo. Enquanto aguardava a bebida ficar pronta, um rapaz aproximou e disse:
- É uma bebida muito forte para quem está sozinha!
- Pode ser! Mas, quem sabe arrumo companhia?
- Carter! (estendendo a mão para ela)
- Margot! (retribuindo o gesto e apertando a mão do desconhecido com firmeza)
- Você tem um aperto de mão forte! Mulheres geralmente não são assim...
- Está dizendo que não sou uma mulher ou que não posso ser forte? (ela sorriu!)
- Não! Não me interprete mal, não foi isso que eu quis dizer... eu só disse que as mulheres...
(interrompeu ela)
- Sim... as mulheres não costumam dar apertos de mãos. Bom, acredito que um aperto de mão e/ou um abraço diz muito sobre as intenções de uma pessoa, ao contrário de um beijo, que só pode demonstrar desejo ou repulsa!
- Ooww... você está bem de munição hein?!?! Não precisa me bombardear assim... só estamos conversando.
- Sua bebida!  (disse o barman)
- Obrigada! Aceita?  (oferecendo a Carter)
- Não posso aceitar! Já estou na terceira taça de vinho branco...
- Refinado você hein!
- Nem tanto assim... (sorriu para ela)... mas, e você o que faz por aqui?
- Estava sozinha em casa e resolvi sair para respirar melhor, pensei que talvez pudesse encontrar alguém para conversar. Fiquei sabendo deste lugar e vim parar aqui... e você, qual sua história?
- Parecida... mas, ao contrário de você, não estava sozinho. Estava em um encontro... (a expressão facial dele mudou um pouco)
- Encontro?? O que foi... por que mudou sua expressão? Já sei ela não deu muita "bola" para você... ou talvez tivesse caspas sobre os ombros dela e o cabelo não estava muito bem arrumado... (soltou uma gargalhada, mas logo consiguiu contê-la e prosseguiu) ... me desculpe! Isso não deve ser engraçado... só quis quebrar o clima!
(Carter sorrindo respondeu) - Tudo bem, entendo você... não foi exatamente assim, ela não tinha caspas sobre os ombros ou o cabelo bagunçado e até  me deu "bola" sim... é que sou um pouco complicado! Eu disse a ela que tinha que acordar cedo amanhã, a levei em casa e vim para cá.
(tomando mais um gole do gim, ela continuou) - Veio para cá e puxou conversa com a primeira mulher que encontrou...
- Não me leve a mal, só queria uma companhia...
- Mas deixou sua companhia em casa!
- Você não entende!
- Talvez eu possa entender mais do que você imagina...
- Qual é sua história?
- Não vai querer ouvi-la... não hoje que quer uma companhia...
- Diga, acho que temos tempo, posso esperar mais um pouco para ir dormir.
(Margot tomou o restante da bebida de uma vez só e pediu ao barman que preparasse outra dose dupla. Carter retrucou.) - Ooww... vai com calma!
- Ao vir para cá, passei pela ponte e pensei em pular... comecei a subir no pára-peito e então recuei... a bebida é para dar coragem...
- Coragem para pular?
- Ironicamente para não pular!
- Quer ir a outro lugar para conversarmos melhor?
- Se eu conseguir levar uma garrafa de gim, sim!
- Não! Sem bebidas!
(Margot olhou para o copo, olhou para Carter, tirou dinheiro da bolsa e colocou sobre o balcão. Era o pagamento das duas bebidas!) - Já está pronto? (perguntou ao barman)
- Sim! Aqui está...
- Posso devolver o copo depois?
- Não são as regras da casa... mas, hoje abrirei uma exceção!
(Carter se levantou e colocou a mão nas costas de Margot. Ela agradeceu ao barman, sorriu para Carter, levantou-se da cadeira e caminharam em direção à saída)
- Para onde quer ir? (perguntou Carter)
- Vamos ao meu apartamento!
- Ao seu apartamento?
(Margot sorriu) - Foi uma brincadeira, eu queria ver sua reação. Não levo pessoas estranhas ao meu apartamento. Tem uma praça logo ali, vamos para lá. Pode ser?
- Claro!
Continuaram a caminhada até chegar à praça... era quase uma hora da manhã. Conversaram quase durante toda a madrugada. Falaram dos conflitos internos de cada um, das dificuldades de relacionamentos e as barreiras criadas para tal. Os assuntos variavam... e sempre no mesmo ritmo... filmes, músicas, animais, pessoas, mudanças... encontraram algumas semelhanças... deram risadas... em alguns momentos ela se sentia triste, mas a sensação daquela noite estava mexendo com os sentimentos... ela sentia que estava viva, bem viva! Inesperadamente, os olhos de Carter e Margot se encontraram de maneira diferente e faíscas de desejos saltavam deles ... aproximaram-se mais. Carter disse a ela: "a viagem mais gostosa é a que vai da ponta do nariz até o queixo, parando pelo meio do caminho". Margot respondeu sussurando: "tenho as passagens!". As bocas não resistiram e se encontraram. As línguas alternavam o ritmo fazendo aumentar a excitação do momento. Carter passava as mãos pelos cabelos de Margot, ela retribuía o gesto acariciando o rosto de Carter. As bocas se separaram e ele foi beijando o rosto dela até chegar a orelha direita, começou a mordê-la de leve. Margot custava a conter-se. A respiração ofegante de ambos era a tradução do que os corpos queriam naquele momento. Contudo, precisavam acalmar os ânimos... Margot desviou o rosto e disse que precisava ir. Ela tinha uma viagem marcada para às seis da manhã e o táxi a buscaria às 05:15. Ela tinha menos uma hora para chegar em casa e arrumar para sair.
- Eu a levo em casa.
- Não precisa, tem um ponto de táxi ali perto, está vendo? Só peço que me acompanhe até lá. Está bem?
- Como quiser!
- Obrigada pela companhia, pela noite... pela "viagem"...
- Não há o que agradecer. Quando nos veremos novamente?
- Não sei... talvez amanhã... esta semana será complicada... volto de viagem amanhã, mas os demais dias serão corridos...
- Bom, então é melhor você me ligar... faz assim, este é o meu número... (Carter entregou um cartão à Margot)... você pode me ligar quando quiser...
- Tudo bem... obrigada! Este é o meu (ela entregou outro cartão para ele)... a  qualquer hora e a qualquer dia.
Foram ao ponto de táxi, se despediram com mais um beijo longo. Ela entrou no táxi e voltou ao apartamento. Durante o percurso pediu ao motorista que observasse se não estavam sendo seguidos, fez com que ele percorresse um caminho mais longo. Ela chegou ao apartamento, correu até Amarelo passou a mão na cabeça dele e disse que alguém tinha salvado sua vida naquela noite. Colocou o copo sobre a mesa de centro. Foi para o banheiro, tomou banho, vestiu-se, foi até a cozinha e fez um lanche rápido, voltou ao banheiro, escovou os dentes, se maquiou. Voltou à cozinha, colocou mais comida para Amarelo, despediu-se dele. Pegou a pasta do trabalho e a pequena mala, caminhou em direção à porta do apartamente e disse para o cão:
- Bonitão! Se cuida, amanhã estarei de volta! Nada de muita bagunça hein! Estou de olho em você... amanhã vamos sair para passear!
Desceu e ficou na portaria aguardando a chegada do táxi. As horas com Carter não saíam do seu pensamento.



Escrito por Ana F. às 14:45:50
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O que é?? Como é??

Alguém saberia dizer o que é, ou como é, ou ainda, como seria um "FILÉ DE BORBOLETA"???

SIM, SIM, SIM... em plena celebração ouvi isso... e quase explodi de curiosidade!! Ainda estou investigando este exótico termo "filé de borboleta!" Se souber algo ou tiver um retrato falado, agradeço desde já a colaboração que servirá para diminuir minha curiosidade, quiçá para eliminá-la! heheheheheh



Escrito por Ana F. às 22:45:46
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Final de domingo...

Hoje é Quinze de Novembro de 2009, e há 120 anos foi proclamada a República do Brasil. Assim, hoje é um feriado histórico. Como é domingo, tal data passou despercebida por muito brasileiros. Hoje não darei explicações históricas/científicas que podem trazer à compreensão da importância sócio-econômica-cultural desta data. E por que não farei isso??!?!?! Não estou em condições para tal... primeiro, não sei nem como estou postando hoje. Segundo, a causa primeira é bastante significativa levando em consideração que estou bêbada desde ontem! Terceiro, sim! Ainda estou embriagada! Quarta e última condição... bem, não devo explicações sobre o que escrevo e/ou publico, ou sobre o que deixo de escrever e/ou publicar! hahahahahahaha "sincericídio knália!!"

A semana passada - aliás hoje completa exatamente uma semana! - foi absurdamente densa, tensa, e peennnssssaaa-tiva! hehehehehe. Oscilei entre picos de tristeza e euforia! Senti saudade, raiva, asco, desejo, excitação, tristeza, alegria, senti lágrimas e, resumindo tudo o que senti, digo que senti a vida pulsar em mim. Senti a presença de Deus. A isto só tive a percepção ontem a noite, mas antes tarde do que mais tarde ainda... rsrsrsrs

Não sei como será esta semana que iniciou hoje... bom, segunda-feira (16/11) tenho certeza que será de ressaca! hahahahahahahaha

Boa semana aos visitantes deste espaço "knalicamente knália"! :)



Escrito por Ana F. às 22:36:30
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Poema de Alberto Caeiro

"Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo." Alberto Caeiro



Escrito por Ana F. às 22:16:21
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"ENTRE A LOUCURA E A LUCIDEZ..."

O que é real?? O que é imaginação??? Onde fica a ilusão??

Eu quero saber o que está acontendo, no entanto não sei onde procurar as respostas. Quando tudo parece claro, a ansiedade corrói minhas veias. Meu corpo arde em questionamentos, até onde... até quando eu não aguentar mais. O discurso é o mesmo... o cansaço é mais... Busca incessante de refúgio. E lá está o passado a sorrir vitoriosamente para meu presente indefeso.



Escrito por Ana F. às 16:46:15
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DIÁLOGOS COLETIVOS 1!

Não resisti... tive que postar de novo! Isso já está ficando muito bom!! :)

"Não existe felicidade... existem momentos felizes!" Pois bem! Cada dia passo a acreditar mais nessas palavras que ouvi de um amigo "belohorizontino". Por quê? Não sou um oráculo, mas creio que tenho algumas pistas para responder a este questionamento! USAR O TRANSPORTE COLETIVO é uma delas. Quem utiliza o famoso "coletivo" sabe bem do que estou falando. Há dias em que acordamos sem paciência, atrasados, e lá vem ele - o ônibus... lotado! No meu caso, é um pouquinho diferente, não consigo mais entrar em um ônibus lotado, não porque talvez eu vá ficar "espremida" lá dentro, mas porque não gosto de "ficar espremida" dentro de um ônibus. Mesmo atrasada eu espero o próximo, e o outro próximo! E aí que a diversão começa!  

Se o ônibus está lotado, há muitos sons dispersos e nenhuma concentração! Quase todo mundo falando ao mesmo tempo... e os que não estão falando dá para sentir o que querem falar apenas pela expressão facial que mantêm até chegar ao destino desejado!  Se o ônibus não está lotado, aí já é outra conversa, ou melhor, sao outras conversas. Sim! É possível ouvir a conversa dos outros. Ei! Calma! Não fico ouvindo a conversa do "povão"... é inevitável não escutar. Mas, ouvir o que os outros dizem depende do nível de concentração e da intensidade das ondas sonoras emitidas (ou seria frequência das ondas sonoras, enfim, não lembro das aulas de física!), popularmente falando, depende da(o) "altura/volume" das vozes! Para ficar mais claro, vamos ao meu caso e "causos". Geralmente, leio quando estou dentro do "coletivo", na maioria das vezes textos da faculdade, e gosto de fazer isso ouvindo música. Quando não leio, apenas ouço música. E se estou de mau humor, prefiro não fazer nenhuma dessas atividades e só ficar olhando pela janela. E são nesses momentos em que os diálogos extraordinários acontecem.
O diálogo a seguir ocorreu entre um homem (XY) e uma mulher (XX), com algumas interrupções de um menino (M) que acompanhava a mulher, dentro no ônibus T132.
" XX: - Quem bom que conseguimos sentar não é M?!?! Carregar esse tanto de coisa em pé não dá! (ele faz um gesto com a cabeça, concordando com o que ela diz, e sorri para ela
XX: - Noossa! Uberlândia está diferente! Eu já morei aqui... há muito tempo e agora estou voltando!
XY: - Sim... muitas coisas mudaram. Esse corredor que fizeram aqui... gera muito transtorno... as pessoas não sabem usar, não são bem informadas... (NÃO SEI BEM DO QUE ELE FALAVA! CREIO QUE NEM ELE MESMO SABIA! E ELE CONTINUOU A CONTROVÉRSIA...) ... Nossa! Esse corredor foi muito bom pra cidade! Olha, a porta funciona eletronicamente... olha lá (O ÔNIBUS PARANDO EM UMA DAS PLATAFORMAS) O ônibus pára, o sensor é ativado e a porta abre...
XX: - Isso é interessante!
XY: - Se você descer dentro desses terminaizinhos, você não paga passagem, mas se sair deles e quiser voltar, aí tem que pagar outra passagem! (ÓBVIO!) ... São treze terminais desse do Terminal Central, que é o principal, até o Terminal do Santa Luzia, é o corredor da João Naves! (ELE ATÉ QUE PODERIA SER UM ASPIRANTE A GUIA TURÍSTICO!)
XX: - Deixa eu te perguntar uma coisa, como é que eu faço para ir pra igreja Nossa Senhora Aparecida? Fulana me falou, mas parece tão complicado ou eu que não consegui entender direito.
XY: - Aaaahhhh mas é muito fácil! Tá vendo esse terminalzinho aqui?! É o do Sesc, você vem de ônibus até aqui, desce, e vai até aquela rua ali, que sobe atrás do Sesc, tá vendo, aquela ali, onde tá indo aquele carro. É a rua Prata, chegando nela é só ir reto... é a rua da igreja, você anda nela até chegar a igreja, entendeu?!?! Não tem erro! É pertim! (PEEERRRRTINHO!) ... se não tiver preguiça de andar... é pertim! (QUE PREGUIÇA DE PENSAR NO PERCURSO!!!)
E EU PENSANDO: MAS SE ELA PEGAR O T121 OU T120, VAI PARAR NO PONTO QUE É MAIS "PERTIM", ISSO SE ELA TIVER COM PREGUIÇA DE ANDAR!!!
XX: - Ah! Então, Fulana falou que eu tinha que pegar um ônibus que vai para o Umuarama aí eu desço perto da praça, mas eu não entendi direito! Então M, viu!? Nós vamos lá depois. Então é só eu descer ali e subir naquela rua??
XY: - Sim! Você pode pegar esse ônibus que vai para o Umuarama, mas se não tiver com preguiça de andar, por ali é pertim! (E EU PENSANDO, PRA QUE PREGUIÇA SE É PERTIM?!?!)
M: - Olha! O shopping!
XX: - Sim, o shopping! É aqui que vou trazer você com o Siclano! Vamos passear aí ... (ISSO JÁ ESTAVA NO CRUZAMENTO DA JOÃO NAVES COM A RONDON! AFF... PASSEAR NO SHOPPING! ISSO QUE É PROGRAMA PARA QUEM NÃO TEM PREGUIÇA DE ANDAR! hahahahahahahahaha)
XY: - Eles estão expandindo esse shopping, mas estão construindo outro lá pelos lados da Unitri, vai ser bem maior do que este, diz que o estacionamento é pra 20 mil carros (VINTE MIL CARROS??? UAU!) ...  vai ser bom ter esse novo shopping... (BOM PARA QUEM??) mas acho que esse aqui vai ficar meio desvalorizado!
XX: - Dois shopping em Uberlândia! Olha que legal! A cidade cresceu muito depois que eu fui embora... mas, já tem muitos anos isso!
XY: - Uberlândia é uma cidade muito boa!
XX: - Vou descer ali no segundo ponto da Universidade, foi muito bom conversar com você. Você é daqui, não é?!
XY: - Sou sim!
XX: - Uberlândia é uma cidade cheia de forasteiro ( JURO QUE PENSEI NUM FAROESTE, DAQUELES DE FILMES AMERICANOS COM MEXICANOS E ÍNDIOS!)... é bom conversar com alguém que conhece a cidade, que é da cidade, informa melhor sobre os lugares (SIM, SE VOCÊ NÃO TIVER PREGUIÇA DE ANDAR!!!)
XY: - Vem muita gente de fora pra estudá, pra trabalhar... e tem mais gente de fora do que de Uberlândia mesmo! (BOM, NÃO SEI SE POSSO CONCORDAR COM ISSO, MAS A CONVERSA NÃO ERA MINHA!)
Apertei a campanhia, já era minha vez de descer (e eu estava com preguiça de andar, muiiiiittta preguiça!) hahahahahahahahah...


Diálogos coletivos: informação e diversão por apenas R$ 2,20 ou, como no meu caso, R$ 1,32!!!



Escrito por Ana F. às 12:23:23
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DATAS X LEMBRANÇAS

Já que estou acordada e mais tarde não terei tempo para vir aqui... vou escrever mais um pouquinho! Creio que as linhas a seguir não serão tão cômicas quanto as do post "Seria engraçado se não fosse trágico! Ou seria o contrário?"  Pois bem, hoje, seis de novembro de 2009! Data importante! É aniversário da minha coragem!:) Desde quando coragem faz aniversário? Desde a data do meu ato de coragem! Ontem, questionei alguém como faria para esquecer uma pessoa... e ele me respondeu que era algo simples e óbvio: "agir com naturalidade e de maneira sincera, olhando bem nos olhos da pessoa...". Só que ao me antentar para esta data (06/11/09) - isso ocorreu minutinhos atrás - percebi que já tinha esquecido, não uma, mas duas pessoas! Bom, é melhor esclarecer este "esquecimento"! Utilizei o verbo esquecer no sentido de deixar de gostar de alguém, deixar de sentir atração, deixar de sentir desejos... enfim, creio que já entendeu!

"Matei dois coelhos com uma cajadada só!" ( o número de animais neste blog está aumentando: vaca, lobo (comentário) e agora, coelho! Em dúvida)... Façamos uma retrospectiva dos fatos. Há dois anos atrás estava "amargando" a perda de um amor e, de tabela, me projetei em outro (quase) relacionamento... este por sua vez com Olhos! Olhos foi o catalizador do meu ato de coragem (huuum...bem, contextualizando agora, a tristeza de não ter o amor comigo é que catalizou a reação!), enfim, a ordem dos reagentes não altera o produto! Resumindo a retrospectiva, acreditava que Olhos poderia ser o meu grande amor... meu "anti-príncipe encantado" ... minha cura, meu ar... essas coisas (tolas) que pessoas apaixonadas pensam em relação ao amado ou à amada! (Ironizando meus sentimentos da época!) Mas  Olhos "deu conjuntivite"! Na verdade, eram picos de irritação que me fizeram perder a paciência e a ilusão ía diminuindo toda vez que a "conjuntivite" voltava! Nesses intervalos, meu pensamento voltava ao amor! E assim a vida seguiu... com e sem irritação, ilusão e "conjuntivite" se alternavam, sangrando cada vez mais meu coração (se continuasse creio que deveria morar lá  no Hemocentro para repor o sangue... haja doador hein?!?) hahahahaha... deixando o melodrama de lado... a vida continuou... até uma Lua voltou a querer brilhar no meu céu de escuridão. Não permiti por que já estava enrolada demais com os outros dois! (Eita! São três coelhos! Lua não brilha mais no meu céu!). Isso está melhor do que eu esperava! Onde eu estava? Ah sim! Nesse vai e vem de dúvidas, desejos, saudades... fui criando coragem... e mais coragem. E recentemente, no mês passado (pra ser exata), agi radicalmente, procurei o  amor e declarei meus sentimentos (refere-se à correspondência do post anterior). "De lambuja" parece que Olhos ficou para escanteio... só quando o vi, na semana passada, é que me balançou um pouquinho. Lua também estava "orbitando" meus dias recentemente passados!

Pra finalizar, por que já estou com muito sono e não estou raciocinando corretamente para escrever as palavras corretas, percebi que ao tomar coragem para falar com o amor, o resto também ficou esclarecido. Olhos, na verdade, era uma fuga! (as vezes eu quase tinha certeza disso, mas como era fuga não poderia admitir!) Lua, bem sobre Lua ainda não sei bem o que dizer, mas é fato que não me envolverei mais! Chega de enrolação! Fechei as portas para o Passado! E hoje, dois anos depois do ato de coragem, só me resta sorrir do que passou! Estou orgulhosa de mim... fui corajosa! E continuo sendo... "matar três coelhos" não é para qualquer mulher! Só uma Knália sabe o que estou dizendo!

Bem, não tive o amor, não tive Olhos, não tive... quero dizer, Lua eu tive em alguns momentos, mas tenho boas recordações de ambos... isso é o que importa! As boas lembranças, nossos risos, nossos abraços, nossas conversas! Para o amor eu sei que isso é importante! Para Olhos e Lua, já não posso dizer o mesmo! O amor ainda tem meu amor, hoje de uma maneira mais comedida, mas é um amor! Olhos e Lua têm meu respeito pelo bem que algum dia me proporcioram... e também por serem, como eu, imperfeitos! Ah sim! O amor também é imperfeito! E, então, para finalizar, entre amores, ilusões, decepções e desejos, restou a coragem de  ir à luta e o esquecimento de sentimentos antes tão doloridos!

Um pouco K'nália... mas, agora, corajosa (e com muito sono!)!!!!!



Escrito por Ana F. às 03:17:12
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Seria engraçado se não fosse trágico! Ou seria o contrário?

Amores não correspondidos não merecem perdão! Ou melhor, pessoas que não correspondem ao amor que devotamos não merecem ser amadas do tanto que amamos! Admito que há exceções! Tive um amor não correspondido, quero dizer, foi correspondido mas não da maneira que eu queria que fosse. Escrevi uma carta enorme de declarações e recebi um telegrama dizendo que não era possível! Correspondência melhor que essa eu não podia esperar! Bom, rendo-me! Esperava sim! Enfim... estas "choraminganças" é só para contextualizar uma história do Parodiando! Espero que ele não se zangue! Creio que tudo terminará em risos! Vamos lá... Riso

Parodiando conheceu um certo Paradoxo! Apaixonado Tudo ía bem (ao menos para Paradoxo)... até um garçom e uma colher, ou melhor, duas colheres interromperam a cena! (Veja bem, eu disse colher! Abismado). "Uma colher ou duas colheres?" Perguntou gentilmente o garçom. "Você quer sobremesa?" perguntou Parodiando. Imediatamente, Paradoxo respondeu "Não!" . "Por favor, só uma colher então!", respondeu Parodiando ao garçom. Ambos, Paradoxo e Parodiando, voltaram ao assunto que fora interrompido  "pelas colheres".

"Aqui está a sobremesa!" diz o garçom.  "Obrigado!" responde Parodiando e ainda no mesmo tom de voz, oferece um pouco da sobremesa para Paradoxo! (Visualização da cena: Parodiando coloca um pouco da sobremesa na colher e a movimenta em direção a Paradoxo... isso mesmo, tipo posição de "aviãozinho! Inocente ). "O que??? O que o garçom estava pensando? Que somos um casal? AbismadoNervoso Ele perguntou se queria duas colheres porque pensou que fóssemos um casal? Já chega! Isso é demais!" esbravejava Paradoxo no meio do restaurante! "Acalme-se!" Pedia Parodiando... que continuava a tentativa de argumentar com o escandaloso Paradoxo... "Você está chamando mais a atenção do que se tivessemos dividindo a sobremesa! Se não queria que fosse visto dividindo a sobremesa comigo... Mal humorado Insatisfeito agora você está sendo visto fazendo um escândalo por causa de duas colheres! Tenha dó!" Insatisfeito . Paradoxo continuou a esbravejar, espraguejar, "estribuchar" e estourar neurônios por conta de inocentes colheres... uma cena lamentável! Claro! Digna de novela mexicana!  Parodiando saboreou a sobremesa, cheio de si, procurando se ausentar mentalmente da cena! Algum minutos depois saíram em silêncio do restaurante!

Algum tempo depois... Parodiando tenta esquecer Paradoxo... Paradoxo estava namorando! (Bom, diz que está!) Enfim... certo dia, na academia, Parodiando encontra  ALEGRIA VAI DURAR POUCO (o par romântico de Paradoxo). ALEGRIA VAI DURAR POUCO diz para Parodiando: "Nossa! Você emagreceu! Brincalhão Depois me passa a receita!" Parodiando, sabiamente sarcástico ConvencidoConvencido (e o placar a favor de Parodiando diiiiisssssppppaaaaarrrrrraaaaaaaa 1000x0 para ele!) responde:" Você está no caminho...!" . ALEGRIA VAI DURAR POUCO começa a rir, provavelmente tenha pensado que malhar tinha feito Parodiando emagrecer! Ingenuidade pouca é bobagem! Mais tarde, Parodiando ouve ALEGRIA VAI DURAR POUCO (agora, MUITO POUCO), comentando que Paradoxo não tinha ligado ao longo do dia e que esse comportamento era estranho! Bom! Quando se trata de um Paradoxo não se pode esperar muito, com certeza, a ALEGRIA VAI DURAR MUUIIITTTOOO POUCO ou QUASE NADA! E se Parodiando tinha emagrecido, restaria à ALEGRIA V. D. M. POUCO as delícias de sobremesas que podem ser saboreadas com uma, duas ou mais colheres, dependendo apenas do tamanho do escândalo que se queira causar... implicando em muitos, muitos quilinhos extras... Bom, só para deixar claro... a resposta completa no pensamento de Parodiando era: "Você está no caminho... CONTRÁRIO!"ConvencidoDiabólicoRindo a toaBem humorado mas, Parodiando não é vidente! O futuro de ALEGRIA VAI DURAR POUCO dependerá (paradoxalmente) de sobremesas e mais sobremesas de chocolate e afins! BêbadoCom fomeDoente

Isso não é K'nália... é algo extremamente K'nália!  Convencido

Obs: Parodiando, desculpe-me, mas não resisti! Espero que entenda minha decisão!  



Escrito por Ana F. às 02:02:52
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FANTASIAS PERIGOSAS - Preliminares!!!

"dizem que eu sou louco por  ter um gosto assim... Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê" ? Parte I

Bom, qual ser humano, em boas condições de sanidade, não tem uma fantasia sexual audaciosa? Ok! Todo ser humano em algum momento da vida tem desejos audaciosos, quiçá uma, duas ou mais fantasias... é fato, é do instinto! (Penso que sim!) Mas, não é para explanar sobre quem tem ou deixa de ter fantasias sexuais. O diálogo aqui reproduzido sofreu algumas alterações devido ao horário e respeitará a privacidade dos envolvidos!
- E você, tem uma tara?
- No momento não consigo pensar em nada...
- Creeeeddddooo!
- O que foi?
- O único ser humano que não tem uma tara, não acredito...
- Não disse isso... disse que no momento, agora, não consigo pensar em nada... mas, tem uma sim, ... chuva, adoro chuva... como aquela de ontem...
- Chuva? Tá chovendo? (olhar irônico)
- Não! Eu não disse isso! Adoro chuva, minha tara...
- (risos) Claro! Eu entendi... só queria ver sua reação... ficou nervosa né?!
- (silêncio) Não fiquei nervosa (ironicamente, complementa)... é que não tomei "21" !!!
- Tinha que lembrar disso não é mesmo?!?! Mas voltando ao assunto... me fala da chuva...
- Então... sabe, como aquela de ontem, eu adoro... nada daquela chuvinha, gosto de chuva forte!
- Gosta de fazer com o barulho da chuva ou debaixo da chuva?
- Com o barulho é bom... mas, debaixo é melhor ainda!
- Onde criatura? Na rua?
- Não sei!
- Assim, assim... é... tipo, tirar a roupa toda?
- Claro!
- Meu Deus!
- Mas quando penso nisso, não penso estando em uma rua, em uma cidade... mas, em uma fazenda... algo do tipo... ao ar livre... durante a noite!
- Huuuuummmm! Aí fica muito bom, hein?!
Um longo silêncio interrompe o diálogo.
- Você viu a previsão do tempo hoje? (passando a mão pelos cabelos)
- Acho que vai chover...
- Será???
- Sim, a previsão é de chuva para o resto a semana... isso é bom, não é?!
- Bom eu não sei se é, mas poderá ser ótimo! O que acha?
- Do que está falando?
- Falo da chuva, nossos corpos sob ela...
- O que? (a face ruborizada hesita em libertar um sorriso de satisfação)
- Vamos, eu sei que você quer...
- Vou pensar no assunto... mas, não sei... assim?!?!?!
- Pensar o que?! ... Assim, sim, na chuva, como você quer!
- Ok! Uma vida não é vivida se não tiver aventuras... e aventuras podem implicar em felicidade, ou melhor, em momentos felizes.
- Acredite! É uma boa idéia, o clima está a nosso favor... agora é só esperar anoitecer e chover...
A noite chega  e alguns milímetros de chuva depois e ...
- Aqui parece bom, o que acha?
- Ok! Pare o carro ali e vamos para lá... rápido, pare em qualquer lugar...
- Parar ali ou em qualquer lugar?  Não estou enxergando quase nada e ainda me vem com ordens... porfavor, né?!
- Aaaahhh agora é "porfavor!"???? Pensei que fosse "Acredite! É uma boa idéia, o clima está a nosso favor!" !!!!
- Ok! Ok! Ok! Pára de falar e desce, já percebeu que parei o carro!?!?
Desceram, a chuva estava forte, raios iluminavam o céu repleto de nuvens... Abriu os braços, olhou em direção ao céu e, fechando os olhos, sentiu as gotas d'água lavarem seu rosto. Os outros braços enlaçaram seu corpo de maneira abruptamente sedutora. Uma sensação de frio misturada ao calor invadiu sua alma e se entregou ao momento, virando o corpo lentamente em direção ao outro corpo. Ficaram frente a frente e se beijaram... cada mão percorria o corpo oposto, os beijos se intensificaram... o desejo aumentava a medida em que os relâmpagos testemunhavam o momento de excitação mútua. Tiraram a roupa... (bem, na verdade, tirar não é o termo correto), como estavam coladas ao corpo, praticamente foram rasgadas... e os corpos estavam ali, completamente nus, sob a chuva intensa e acompanhada por relâmpagos e trovões. Em qualquer outra situação aquele cenário causaria um certo pânico, mas para aqueles corpos molhados, frente a frente, era a paisagem perfeita para alcançar o nirvana. Para ficarem melhor acomodados começaram a correr em direção a uma árvore próxima.
- Você tem certeza disso!?!?!
- Claro! Ficaremos melhor acomodados...
- Mas, eu disse que queria embaixo da chuva... e não embaixo de uma árvore...
- Vai por mim... será mais confortável... corre!
Protegidos pela árvore, voltaram a juntar suas bocas numa sincronia de dar inveja a qualquer bailarino do Bolshoi. Apesar da chuva e do vento frio, os corpos mantinham uma temperatura corporal excitadamente quente! Tudo parecia perfeito, até que...
- Nooosssaaa! Sua mão está tão áspera! Mas, continua... não pára...
- Que!?!?! (Os corpos se afastaram)
- Vem cá... continua!
- Minhas mãos não estão ásperas... enlouqueceu?
- Ué! Como assim? Estão sim... mas tô gostando! Continua...
- Não estou fazendo nada!
- Nãããããooooo? Mas, se não é você?! Meu Deus, o que é isso?
- Acho que é uma vaca!!!!
- Vaca! Uma vaca! Uuuummmmaaaaa vaaacccaaa??????
Puxando-a pela mão, saíram correndo em direção ao carro...
- Vamos embora, já chega!
Ela não se continha ... e o tom das risadas aumentava ainda mais... - Eu não aguento rir mais! Uma ... uma... hahahahahahahahahaha uma... vaca... lambendo você .... hahahahahahahahah... eu não aguento...
- Não vejo graça alguma... entra aí e vamos logo, preciso tomar um banho! (a tirania imposta pelos relâmpagos no céu parecia ter tomado conta do seu corpo)
- Espera... hahahahahahahahahahaha... vou parar de rir... olha! Já estou séria ... bem... hahahahahahahahaha... séria ... hahahahahahahahaha..só mais um pouquinho... espera... hahahahahaha
- Quer ficar aqui? Preciso de um banho! Pegaram as roupas no chão (ou melhor, pedaços de roupas rasgadas) e entraram no carro... a chuva caía suavemente... e então tudo ficou claro, um raio caiu sobre a árvore onde minutos atrás estavam... uma labareda de fogo quebrou o ritmo da chuva, tudo naquele lugar queimou!
- Viu?! Sua vaca, vaca e mais vaca, isso é o que se recebe por colocar a língua onde não deve!!
-  MEUDEUS!
- Bem feito...
- MEUDEUSDOCÉU! Você sabe o que acabou de acontecer?
- Sim! Uma vaca e uma árvore incineradas por um raio!
- Nós estávamos lá! Nós estávamos lá! O espanto em seus olhos desapareceram com uma risada de desespero...
- Você está rindo de quê? Até agora o que achei engracado foi aquela vaca maldita incinerada...
- Sim! hahahahahahaha... Isso é engraçado! Poderíamos estar lá, poderíamos ser nós... hahahahahahaha
- Estamos aqui, não estamos?!?!?! Pára de rir... ( não aguentando mais, entrou no clima e começaram a rir juntos).
Quase perdendo o fôlego, ela disse, de uma vez só:
- Essafoialambidadavida!!! Entendeu??? Antes tinha o beijo... agora é a LAMBIDADAVIDA!!
Riram descompassadamente por alguns minutos e foram embora!

A Knalice continua...



Escrito por Ana F. às 01:47:08
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Sentidos

As vezes o desejo fala mais alto do que a razão e nos perdemos entre o que é certo e o que errado, entre o que é apropriado e o que é inadequado ao momento. Não sei exatamente onde estou, não sei exatamente onde ir, mas ao ouvir o barulho da chuva...

Saio na chuva procurando sua direção
acredito poder encontrá-lo sobre a cortina d'água à minha frente
minha visão não consegue alcançar o horizonte
a chuva sobre minha cabeça inunda meus pensamentos
Meus pés encharcados dançam procurando a alegria da sua presença
Você não está
Não consigo vê-lo
e eu me entrego à chuva como se me entregasse a você
meus sentidos se perdem, minhas sensações inundadas refletem minha solidão
meu tato não pode ver seus pensamentos
meu paladar não pode ouvir seus olhos
minha visão não pode tatear sua loucura
minha audição não pode sentir suas expressões
meu olfato não pode sentir seu gosto
e me perco na loucura de ir ao seu encontro
e me perco no desejo de alcançar seus passos
não sei onde está o limite entre minha lucidez, minha loucura e meus desejos
eles se confundem enquanto a chuva cai
estaria eu lucída ao pensar que meus desejos são loucura
estaria eu louca por pensar que minha lucidez desperta meus desejos
estaria eu cheia de desejos por transformar minha loucura em lucidez
quero estar lucída,
quero estar louca,
quero me perder entre a lucidez e a loucura quando a chuva cessar
quero me perder entre a loucura e a lucidez quando meus desejos
encontrarem com seus desejos.



Escrito por Ana F. às 18:30:16
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Desejos da alma

Dedicado a você, que está longe de mim... espero um dia estarmos perto. É o que posso expressar agora.

 Pele e alma

tateio sua pele sem me preocupar com a escuridão
seu cheiro entorpece minha alma
consigo sentir a brisa no meu rosto
seus pensamentos encontram meus olhos,
a escuridão cobre minha pele que sente sua mão
seu cheiro entorpece minha alma
a distância entre nós é o arrepio dos pêlos tímidos
sinto o pulsar das suas veias
no pulsar da minha alma
tateio sua pele sem me preocupar com a escuridão
senti-lo em mim alivia minha dor
e já não é a mesma pele
sou pele renovada, pele amada
quero a cura dos meus dias sombrios
quero ser sua pele amada, sua pele renovada
meus pesadelos desaparecem fugindo da sua presença
e somente hoje posso ser sua pele
e somente hoje a escuridão não me assusta
e somente hoje somos pele e alma, juntas
se somente hoje eu sentir sua mão tatear minha pele
se somente hoje eu não preocupar com a escuridão
não somente hoje poderei sentir a brisa que alivia a dor da minha solidão.



Escrito por Ana F. às 01:28:39
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2009, RE9! PARTE 1

HISTÓÓÓ...RRIAS! ROSCA OU FREUD? 

Claro primeiro as damas... Freud! Ei! Muita calma nesta hora, trata-se de uma história feminina... e a rosca é bem masculina!!

- "Ontologia" (preciso recorrer ao dicionário novamente, como é que sempre não lembro o que é ontologia! Que coisa! Mas, enfim... ) continuando - vira a página.
"O mal-estar espacial no fim do século XX"
"Parodiando Freud em seu estudo sobre o mundo" (Nossa! Parodiando Freud! ((leia-se 'frêude' e não 'fróid')) Que nome engraçado! Paradiando! Quem tem um nome desses???  ((risos internos pois o local não permitia uma risada escancarada. Contudo, a expressão facial transformara-se repentinamente ao reler, com atenção, as duas primeiras palavras da oração 'paradiando' e 'Freud':
- Como você é burra! Parodiando não é um substantivo, muito menos substantivo próprio. É um verbo no gerúndio. Não é 'frêude' é o Freud (( Nessa hora Sigmund Freud, sem saber ao certo por onde estava andando, tropeceu e desejou ardentemente nunca ser O Sigmund Freud! Também desejei não ser eu naquele momento tamanha era a vergonha que sentia por absurda gafe literária! Como é que eu podia estar tão desatenta à leitura, ao conteúdo, aos significados e a ordem das palavras! Olhei para os lados e voltei a sorrir, todos os demais presentes dentro daquele ônibus continuavam a revirar seus pensamentos mais íntimos, alguns expressavam o cansaço de um dia inteiro de trabalho, outros pareciam sonolentos, outros pareciam estar em outro lugar, pensamentos tão particulares quanto à minha gafe, ou melhor, "pérola geográfica".

Isso sim é algo explicitamente K'nália!

 



Escrito por Ana F. às 23:44:17
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2009, final do "renove" !

Dois mil e nove já entrou na reta final. Meu ano parece estar começando agora! Atrasada? Não sei! Creio que para meus parâmetros não estou! Legal

Nem sempre a vida segue o percurso que queremos... e qual seria o percurso? Duvidoso! Talvez... enfim, fazemos escolhas... não podemos reclamar... aliás, "tudo dá certo, menos reclamar!"

O amor não está à disposição? Desanimado Não surgiu o emprego que queria? Triste  Seu amigo não convidou para aquela festa que esperou a vida inteira? surpreso Isso não importa... siga em frente! Seu cupido é burro, lento, surdo, sarcástico?  Devagar Passando mal Ira  Não importa!

Siga em frente! Na correria ... VOLTE A BLOGAR!!! Convencido JóiaMuito feliz



Escrito por Ana F. às 23:28:49
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